É meu povo, não tava curtindo mesmo sofrer sem necessidade, então resolvi desamarrar meu jeguinho do estágio. Em outras palavras, desisti mesmo.

Para alguns, isso vai soar como fraqueza, falta de força de vontade. Para outros, eu estou apenas buscando o que me faz bem. Enfim, não importa o que acham de mim. Cada um sabe o que é melhor para si, não é?

De qualquer forma, não estou desistindo da área de comunicação. Pelo menos, não ainda… preciso de mais tempo pra praticar o francês e é isso… só isso!

Agora vou me dedicar só ao mestrado, por enquanto. Vou procurar um emprego de verão e ver no que dá. Na sessão de inverno volto a focar apenas nos estudos. E ano que vem… ahhhh, ano que vem… aí sim eu vou encarar a busca de emprego na área de comunicação, e se der certo, bem, se não, amém!

Nem tudo são flores na vida de um imigrante. Cair e levantar, tentar, errar, fazer de novo... tudo isso faz parte da jornada.

E vamo que vamo, sempre, de um jeito ou de outro.

Bjokas
13 de mar de 2011

Horário de verão

Oi meu povo

Registro: começou hoje, aqui em Québec, o horário de verão. Nossos relógios foram adiantos em uma hora, então a diferença de horários entre Brasil e Québec agora é de apenas uma hora.

Bjokas
O que posso dizer neste momento? Ah, sim… não sei…

É assim que me sinto todos os dias no estágio, com a língua presa, gaga, atordoada. Caracas gentem, porque o danado do francês não sai logo. Eu sei que sei mais do que tenho falado ultimamente e, mesmo assim, ainda tá difícil manter um diálogo sem crise.

Ah, o telefone? Nem me falem nisso. Fujo dele como o diabo foge da cruz... sério. Tenho pavor em pensar em pegar o danado e ligar pra alguém. E os patrocinadores do evento que eu tô ajudando a organisar? Sei lá, ainda continuo fugindo deles… até agora liguei pra dois. Entrei em contato com alguns outros por e-mail, pois escrevendo dá tempo de pensar e não dizer tanta bobagem.

Ai, sei que tô parecendo uma covarde. Vai passar, tem que passar. Medo de falar, eu??? Imagina… rs… quem me conhece deve estar pensando : « acho que a Patricia caiu de cabeça no chão e pirou de vez ». Pois é, sempre falei pelos cotovelos e agora isso, mudez quase total.

Mas como diz o ditado (lá venho eu com ditados novamente), o que não mata fortalece. Então tá. Vou sair desta experiência mais esperta, ou mais muda, sei lá. Pelo menos a « ficha caiu » (coisa antiga, né?). Tenho que dar mais a cara a tapa e falar, falar, falar… para o desespero do marido… rs.

E vamo que vamo.

Bjokas