30 de jul de 2010

A vida...

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa

Imigrar. O que isso realmente significa?

Eu confesso que a danada da ficha só tá caindo agora. Tudo bem, eu sei, esse negócio de ficha é coisa do século passado (literalmente), mas alguns vícios são difíceis de serem largados, não é?

De qualquer maneira, o que quero hoje é colocar pra fora um sentimento que é meio maluco, às vezes frustrante, outras vezes excitante.

Eu gosto do sentimento de trocar tudo de vez em quando. Poder ter a opção de escolha e me dar ao luxo de ir e vir, não importa pra onde. Eu acho que vi isso na imigração. Um caminho para sair de uma realidade e a possibilidade de encarar uma outra. No fundo eu acho que é isso pra todo mundo, de uma forma ou de outra, as pessoas querem sempre mudar sua realidade.

Mas eu gosto disso. Eu gosto de poder escolher a realidade da qual eu quero participar. Eu gosto da possibildiade de ter opções e de saber que ter escolhido viver uma coisa ou outra foi minha decisão.

Posso apostar nas cartas erradas de vez em quando, mas os acertos só vêm mediante as tentativas. E os erros... ah, esses são apenas a forma prática de encontrar os acertos.

E imigrar é isso, tentar, acertar, errar... conhecer, aprender, se surpreender e aprender mais uma vez. A vida de um imigrante não é fácil. As diferenças existem, sejam elas físicas, culturais, linguísticas. Não há nada e nem ninguém que possa diminuir a distância que existe entre o mundo de um imigrante e de um "local". Mas por outro lado, quem disse que a gente tem que ser igual a eles? Quem foi que disse que a gente quer ser igual a eles?

Pra mim, a diferença é que faz a diferença!

E vamo que vamo...

Bjokas
Galera, acabou o festival de verão de Québec. Foram 10 dias de muitos shows por toda cidade praticamente o dia inteiro.
Como arroz de festa, fomos em vários...rsrs.
A Paty gostou mais do Black Eyed Peas e eu realizei meu sonho no show do Iron Maden. Gosto a parte, todos foram muito bons.
Como não dá para comentar todos os shows que fomos, vou colocar umas fotinhas para dar água na boca.
Abração a todos e até o proximo.







É, e lá se foram três meses...

Não parece, mas já faz esse tempo que a gente tá aqui. Muita coisa já aconteceu nesse período, mas ainda tem muito por vir.

Na semana passada mudamos para um novo apartamento. Até que enfim deixaremos de tirar roupas de malas, coisa que vem acontecendo desde outubro do ano passado, quando saimos de SP e fomos para o litoral. A perspectiva é ficar onde estamos por pelo menos um ano, até porque eu não dou conta de fazer mais nenhuma faxina na sujeira que não é minha. Gente, vocês não acreditam na imundice que estava este apartamento... inacreditável que alguém, em sã consciência, conseguisse viver num lugar tão sujo. Mas depois da faxina o apto começou a ficar com cara de lar.

Fora isso, hoje começou meu curso de verão no Phenix. Tive duas semanas de férias, sendo que uma delas dedicada à mudança. Então, na prática, tive apenas uma semaninha, e olha lá. Mas tá bom. Não é hora de tirar férias. Quero mesmo é aprender logo este danado do francês e poder fazer alguma coisa de útil da minha vida. Já o marido tem francisação até o dia 15/7, quando ele entra em férias por 30 dias.

Ainda não fui chamada para a francisação do governo. Sei lá porque, mas pelo que tenho percebido, aqui as coisas não têm muito critério. Então o negócio é esperar, como sempre e como tudo o que envolve este processo de imigração.

O verão já chegou por aqui... e chegou com tudo. Tem feito um calor danado, digno de Brasil minha gente. Temperatura alta, umidade relativa do ar alta, sol de rachar, piscinas cheias. Só não tive coragem ainda de entrar em uma delas, pois apesar do calor a água é gelada pra caramba, verdadeira água de cachoeira... rs

E por enquanto é isso meu povo. A vida vai entrando no ritmo, nos eixos, e a gente, aos poucos, vai se adaptando a nova rotina.

Bjokas